notícias

Trump diz estar pronto para "paralisação de meses" do governo por muro

Trump diz estar pronto para

06

janeiro

Democratas mantêm posição de vetar verba de US$ 5 milhões para fechamento da fronteira  O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a defender com unhas e dentes seu projeto de erguer um muro na fronteira com o México, advertindo que está "preparado" para que a paralisação orçamentária, iniciada há duas semanas, se estenda por vários meses, inclusive mais de um ano. O presidente recebeu nesta sexta-feira na Casa Branca a líder da Câmara de Representantes, Nancy Pelosi, e o líder da minoria no Senado, Chuck Schumer, para encontrar uma solução para a paralisação orçamentária, um dia depois da inauguração do novo Congresso em Washington.   Em coletiva de imprensa, Trump descreveu as negociações como "muito, muito produtivas", embora a oposição tenha um relato menos otimista do encontro. O presidente qualificou a construção do muro na fronteira sul como uma questão de "segurança nacional" e afirmou que um acordo a respeito com a oposição democrata é possível.  "Podemos consegui-lo através de um processo de negociação, tentemos", disse.   Confirmou, no entanto, declarações feitas na saída da reunião por Chuck Schumer, de que o presidente afirmou que a paralisação do governo federal poderia durar muito tempo, meses ou até mesmo anos.  "Sim, eu disse isso", afirmou Trump. "Não acho que ocorra, mas estou preparado" para isso, afirmou.   As negociações sobre a paralisação do governo, um elemento de pressão poderoso na política americana, também são uma guerra de comunicação, na qual cada partido tenta responsabilizar o outro pelo "shutdown", que afeta cerca de 800.000 funcionários públicos, obrigados a tirar licença sem receber salário.   Desde a quinta-feira, com a inauguração do novo Congresso americano, Trump começou a viver em um novo cenário político: os republicanos mantêm o controle do Senado, mas os democratas recuperaram a Câmara dos Representantes, com Nancy Pelosi como a principal porta-voz da oposição. "Não vamos construir um muro", frisou Pelosi na quinta. "Um muro é uma imoralidade entre países. É uma forma de pensar antiga, não é rentável", declarou, argumentando que o dinheiro estaria mais bem investido em tecnologia de segurança como drones e câmeras e na contratação de mais agentes fronteiriços.   A paralisação orçamentária tem como principal obstáculo a exigência do presidente americano de um investimento de mais de 5 bilhões de dólares para a construção do muro, uma de suas principais promessas de campanha. Nos últimos dias, aventou-se a possibilidade de um acordo sobre outro tema relacionado com a imigração: a regulamentação da situação dos "dreamers", os imigrantes que chegaram aos Estados Unidos ainda crianças, acompanhados dos pais.   Sob a administração do ex-presidente Barack Obama, foi lançado um programa que protegia da deportação e concedia autorizações para trabalhar e para tirar carteiras de motorista a 700.000 "dreamers" inscritos. Este programa, denominado Ação Diferida para os Chegados na Infância (DACA), foi suprimido por Trump em setembro de 2017, e desde então é objeto de uma disputa nos tribunais, que provavelmente vai chegar à Suprema Corte.   Na coletiva de imprensa, Trump informou que uma negociação a respeito não está na ordem do dia. "Vamos falar em outro momento", relatou. Com informações Dpto de Jornalismo - GUARITA AM/ Fonte: Correio do Povo