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Solto, Lula acena com mobilização contra Bolsonaro

Solto, Lula acena com mobilização contra Bolsonaro

09

novembro

Solto, Lula acena com mobilização contra Bolsonaro Ex-presidente agradeceu vigília ao sair da carceragem da Polícia Federal, em Curitiba Em 18 minutos de discurso, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva agradeceu militantes e prometeu sair pelo país, em oposição governo do presidente Jair Bolsonaro, ao deixar  deixar a carceragem da Polícia Federal, em Curitiba, na tarde desta sexta-feira. Cercado de apoiadores, aliados, familiares e da noiva, Lula prestou homenagem aos integrantes da vigília “Lula Livre” – que se concentraram ao lado da sede da PF ao longo dos 580 dias em que ele esteve preso, e afirmou que vai buscar provar inocência. De Curitiba, Lula seguiu para São Paulo, onde deve fazer um novo discurso na sede do Sindicato dos Metalúrgicos, em São Bernardo do Campo, no fim da manhã deste sábado. O ex-presidente deixou a prisão menos de 24 horas depois da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de decidir pelo fim da prisão após condenação em segunda instância – caso dele, no processo do triplex no Guarujá. No agradecimento à vigília, Lula citou diversos nomes e garantiu que ficou “mais fortalecido e corajoso” com a mobilização do lado de fora da cela onde esteve detido. “A vida inteira estive conversando com o povo brasileiro. Eu não pensei que um dia de hoje eu poderia estar aqui conversando com homens e mulheres que durante 580 dias gritaram aqui ‘bom dia Lula’, ‘boa tarde Lula’, ‘boa noite Lula’. Não importa que estivesse chovendo, não importa se estivesse 40 graus, ou 0 grau”, disse. “Vocês não têm dimensão do significado de eu estar aqui junto com vocês”, acrescentou. “Vocês eram o alimento da democracia que eu precisava para resistir.” Lula indicou que vai se mobilizar em oposição ao governo. “Eu tenho é vontade de provar que este país pode ser muito melhor na hora que ele estiver com um governo que não minta tanto pelo Twitter como o Bolsonaro mente”, declarou. “O Brasil piorou. O povo está passando fome, está desempregado, não tem trabalho de carteira assinada, o povo está trabalhando de Uber, de bicicleta pra entregar pizza, sem dignidade.” Quase em tom de campanha, prometeu militância: “A partir de agora, eu estou indo pra São Paulo. Amanhã tem encontro no Sindicato dos Metalúrgicos, e depois as portas do Brasil estarão abertas para que eu possa percorrer este país e discutir com o nosso povo”. O ex-presidente criticou “o lado podre do Estado brasileiro”, que, segundo ele, o colocou na prisão. “Eles não prenderam o Lula. Eles tentaram matar uma ideia. Uma ideia não desaparece. Eu quero lutar para provar que existe uma quadrilha e um bando de mafioso neste país, é essa maracutaia que eles fizeram”, acusou. Com informações Dpto de Jornalismo - GUARITA AM/ Fonte: Correio do Povo