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Prisão de executiva chinesa no EUA é encarada como declaração de guerra

Prisão de executiva chinesa no EUA é encarada como declaração de guerra

07

dezembro

A prisão de Meng Wanzhou, executiva da gigante da tecnologia chinesa Huawei, disparou uma onda de indignação na imprensa chinesa, informa o jornalista Nelson de Sá em sua coluna. Hu Xijin, editor-chefe do tabloide Huanqiu/Global Times, ligado ao PC chinês, escreveu na rede social Weibo: "é evidente que os EUA estão empurrando a linha de batalha até a nossa porta... Podemos considerar completamente a prisão de Meng Wanzhou como uma declaração de guerra contra a China." A reportagem do jornal Folha de S. Paulo destaca que "ecoou no site da própria Huawei e por jornais ocidentais do New York Times ao alemão Süddeutsche Zeitung, que usou a expressão em sua chamada." A matéria sublinha também a repercussão no Reino Unido: "o britânico Financial Times não escondeu o alarme, com manchete até mais carregada, 'China exige libertação da diretora da Huawei presa sob acusações dos EUA'." E o setor econômico também sofreu com a notícia: "americanos como NYT, Wall Street Journal e Drudge Report preferiram levar à manchete que a prisão derrubou a bolsa de Nova York. No primeiro, 'Mercados caem com prisão que acende temor de Guerra Fria entre EUA e China'."