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Oito em cada dez juízes no Brasil são brancos, revela pesquisa do CNJ

Oito em cada dez juízes no Brasil são brancos, revela pesquisa do CNJ

14

setembro

Oito em cada dez juízes no Brasil são brancos, revela pesquisa do CNJ Locais com menor índice são Santa Catarina e Rio Grande do Sul (3%) O juiz brasileiro é homem, branco, cristão e casado. A característica dominante aparece no levantamento Perfil Sociodemográfico dos Magistrados 2018, elaborado pelo Conselho Nacional de Justiça. A pesquisa contou com uma amostra de 11,3 mil juízes, cerca de 62,5% do total em atuação no Brasil atualmente. Do total entrevistado, 80% se declararam brancos, 18,1% negros e 1,6% asiático. Entre os negros, 16,5% se disseram pardos e apenas 1,6%, pretos. Na última edição da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada em novembro do ano passado, os negros perfaziam 54,9% da população brasileira, sendo 46,7% pardos e 8,2% pretos. Na distribuição por estado, o levantamento do CNJ mostra que a presença de negros na magistratura varia claramente conforme as regiões. Os locais com menor índice são Santa Catarina e Rio Grande do Sul (3%), São Paulo (5%) e Paraná (7%). Já os estados com maior representatividade desse grupo étnico-racial são Piauí (45%), Sergipe (44%) e Bahia (43%). Gênero
As mulheres também são minoria entre os juízes, representando 38% do total. A representação varia diretamente conforme a hierarquia da categoria. Enquanto as mulheres correspondem a 44% dos juízes substitutos, entre os titulares o percentual cai para 39% e entre os desembargadores a 23%. Na distribuição por tipo de Justiça, os índices diferem consideravelmente. A presença feminina é maior na Justiça do Trabalho, chegando a quase metade (47%). Na Justiça Estadual o índice cai para 36% e na Federal, para 32%.