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Maia avalia que ‘nova CPMF’ deve enfrentar dificuldades no Congresso

Maia avalia que ‘nova CPMF’ deve enfrentar dificuldades no Congresso

11

setembro

Maia avalia que ‘nova CPMF’ deve enfrentar dificuldades no Congresso Proposta "tem muito pouco apoio entre os que conhecem da questão tributária", afirmou o presidente da Câmara O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), sinalizou nesta terça-feira que a intenção do governo de criar um novo imposto nos moldes da extinta CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) deve enfrentar dificuldades no Congresso. As informações foram publicadas pelo jornal O Estado de S.Paulo. “A CPMF tem muito pouco apoio entre os que conhecem da questão tributária. Não sei se esse é o melhor caminho para resolver o custo da contratação da mão-de-obra. Entendemos qual é a preocupação do governo. O governo Dilma Rousseff fez uma desoneração forte da mão-de-obra e não deu certo. Acabou que brasileiros pagaram a conta. Acho que a intenção está correta, mas não sei se a fórmula é o melhor caminho”, disse ao chegar à Câmara. Mais cedo, o secretário adjunto da Receita, Marcelo Silva, confirmou que o governo vai enviar ao Congresso uma proposta de criação da CP (Contribuição sobre Pagamentos) para reduzir gradualmente os impostos pagos pelas empresas sobre a folha de salário. A alíquota do novo tributo vai ser de 0,2% no débito e crédito financeiro e de 0,4% no saque e depósito em dinheiro. Questionado sobre se a proposta do governo pode ter chance de caminhar na Câmara, Maia pediu calma até que o governo formalize a proposta. “Não vou tratar de um tema difícil e polêmico que tem muita dificuldade de andar nesta Casa sem ele estar no papel”, disse. O que disse Marcelo Silva Durante palestra no Fórum Nacional Tributário, o secretário adjunto da Receita antecipou alguns detalhes da proposta de reforma tributária do governo. Segundo ele, a ideia é desonerar a folha de salários e o IOF e apresentar uma CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) que vai unificar PIS e Cofins, com alíquota de 11%. Serão mantidos os benefícios da Zona Franca de Manaus e do Simples. “A ideia é colocar uma alíquota menorzinha em relação à alíquota grande que existe hoje”, disse. A ideia é desonerar a folha e o IOF ao longo do tempo e ir aumentando a alíquota da CP. Segundo Marcelo Silva, o governo vai propor uma desoneração parcial da folha. “Queremos testar tanto o Imposto de Valor Agragado (CBS) e a Contribuição sobre Pagamentos para, a partir desse teste inicial o próprio Congresso decidir onde a alíquota vai crescer mais, no IVA ou a CP”, disse. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil Com informações Dpto de Jornalismo - GUARITA AM Fonte:  Portal Agência Brasil