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Cheia do Guaíba volta a por em xeque altura de ponte em construção

Cheia do Guaíba volta a por em xeque altura de ponte em construção

08

novembro

Cheia do Guaíba volta a por em xeque altura de ponte em construção Proximidade da estrutura com a água no Canal Furado Grande chama a atenção A régua no Cais Mauá, em Porto Alegre, apontou o nível do Guaíba em 2,32 metros, no fim da tarde desta quinta-feira. A marca imposta pela enchente deixa a nova ponte, em construção sobre o Canal Furado Grande, entre a Ilha do Pavão e Ilha Grande dos Marinheiros, a uma altura aproximada de 1,50m da lâmina da água. O intervalo, reduzido, chama a atenção de quem percorre o traçado atual da BR-290 e também dos remadores, que fazem uso do canal para a prática do esporte. A ponte, de pouco mais de 3,5m de altura, não respeita o Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit), que determina que estruturas devam ser erguida com pelo menos um metro acima da cota de cheia. Desde 2018, quando a situação veio à tona, o Dnit vêm afirmando que não há risco de a ponte, de cerca de 200 metros de extensão, ser afetada pelo Guaíba. O Dnit reitera que “a obra está de acordo com o Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) aprovado para o empreendimento”. Entretanto, a situação não agrada. “Não é possível ver uma ponte tão baixa daquele jeito, que impede todas as embarcações de passarem ali, até mesmo os dos pescadores das ilhas. Muito menos uma embarcação um pouco mais alta. Só posso entender que seja um erro, que eles não previram. Agora com a água bem alta, ninguém consegue mesmo passar por ali”, considera a presidente da Federação de Remo do Rio Grande do Sul, Ana Valesca Bastos Hoerlle.